Como definir uma mesada para os filhos e ensiná-los com isso?

Definir uma mesada para os filhos pode ser um terreno pantanoso para pais que pensam em adotar esta prática. Existem alguns medos compreensíveis ao redor do ato, passando pela supervalorização de bens materiais até o receio de um mau relacionamento de seu filho com o dinheiro desde muito novo.

Assim, no post de hoje vamos desmistificar alguns medos, contando qual a importância de dar mesada aos filhos e ainda como começar a adotar a prática. Ficou interessado? Então continue a leitura e saiba mais!

Entenda o que significa dar mesada para os filhos

Antes de determinar alguns pormenores, é essencial que você, enquanto responsável pela criança, entenda o que é a mesada e a importância que ela tem para o desenvolvimento da pessoa.

Ao contrário do que muitos pensam, a mesada, no Brasil, não é uma remuneração. Esse é um costume estadunidense e consiste basicamente em recompensar a criança por fazer serviços domésticos ou tirar boas notas, por exemplo. Isso, em tese, passaria a ideia de que dinheiro vem do trabalho.

O pensamento por aqui é mais ligado à doação. É polêmico, mas é facilmente explicado quando vemos que pessoas têm alguns papéis a cumprir para viver em sociedade. Afazeres domésticos e boas notas, por exemplo, são coisas que devemos fazer, condicionados a uma remuneração ou não, para viver bem.

O que podemos aglutinar do modelo americano é remunerar o filho quando ele fizer algo que pagaríamos a outra pessoa para fazer, como passear com o cachorro ou cuidar do jardim. Assim, ensinamos a criança que ela tem algumas responsabilidades e que ela pode ser recompensada ao executar coisas extras.

Considere a idade deles

Apesar de este momento estar muito ligado à maturidade da criança, alguns especialistas em educação financeira defendem que a época em que seu filho estiver se alfabetizando é uma boa hora.

Esta idade (entre 6 e 7 anos) é recomendada por que é a época em que as crianças começam a lidar mais com os números. Pague a mesada semanalmente nesta fase, já que os pequenos ainda não sabem lidar com horizontes temporais distantes. Entre 8 e 10 anos, passe a pagar quinzenalmente e, a partir de 11 anos, mensalmente. Esse tempo maior ajuda a criança a se familiarizar com os ciclos financeiros da vida adulta.

Calcule o valor de acordo com o que você pode dar

Determinar o valor da mesada passa por dois fatores principais: necessidade da criança e renda familiar. A primeira pode ensinar a criança a não ficar extremamente consumista, vendo que o dinheiro é meio para sanar algumas necessidades e pequenos desejos da vida.

A segunda trata-se da limitação da mesada de acordo com a renda familiar. Se for mais enxuta, é preciso calculá-la para não comprometer o orçamento da família, nem desonrar o compromisso com o filho. Conversar com pais de amigos que tenham realidades semelhantes pode ser uma boa atitude para ajudar a determinar os valores adequados.

Mostre a eles a importância que o dinheiro tem para alcançar objetivos

Para que a criança se sinta estimulada e queira poupar dinheiro, é interessante mostrar que a principal vantagem neste ato é alcançar alguns pequenos — ou grandes — objetivos.

Junto com seu filho, trace metas a ser alcançadas com o dinheiro que ele está guardando. Ensine que, ao fazer isso, ele pode, lá na frente, desfrutar de uma tarde no parque de diversões ou comprar algo que queira muito.

Com essas dicas, deu para entender um pouco melhor a hora e a importância de dar mesada para os filhos. Daqui para frente, lembre-se sempre que a maturidade e, principalmente, a educação que seu filho recebe serão os principais fatores para o sucesso.

Gostou de saber mais sobre a importância de dar mesada para os filhos? Então compartilhe este post em suas redes sociais e ajude outros pais que também pensam no assunto a tirar suas dúvidas!

Deixe um comentário